quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Toque de Letra - Folha de Londrina

Um amigo de São Paulo me ligou ontem. Queria saber de uma piada que estavam contando por lá. Falaram para ele que um time precisava perder para subir de divisão. Ele não acreditava. Também estava incrédulo no fato de um jogador ter atuado quando estava suspenso e o julgamento ter ocorrido somente quase três semanas depois do fato, quando a primeira fase da competição já havia acabado. Riu ainda mais quando soube que uma equipe poderia tranquilamente escolher uma partida para não entrar em campo sem ser punida.

Só parou de rir quando respondi que era tudo verdade, que não era piada. Em lugares sérios isso não acontece. Porém, nos torneios organizados pela Federação Paranaense de Futebol (FPF), ah, nesses tudo pode acontecer.

Apesar de ano a ano as confusões extra-campo serem as marcas registradas dos campeonatos estaduais no Paraná, seja qual for a divisão, a situação não muda. A entidade não transforma seu modo de organizar o futebol estadual. Os dirigentes dos clubes continuam falando amém para tudo e as consequências são regulamentos esdrúxulos, desfechos de torneios no Tribunal, estádios vazios e cada vez menos credibilidade.

Para começar, não há uma exigência de comprovação mínima de que o time tem condições de disputar um torneio por inteiro, sem abandoná-lo no meio do caminho por falta de dinheiro ou de estrutura. O negócio é liberar a criação de novos ''clubes'', faturando com as taxas e alvarás e esquecendo do que realmente importa, que é o futebol no campo.

Assim, as desistências, as greves de jogadores, os calotes viram rotineiros. Depois, a cartolada que liberou os times de várzea para entrarem no ''profissional'', lava as mãos.

Por essas e outras que o futebol paranaense vai ficando cada vez mais enfraquecido. Tem apenas um representante na Série B, o Paraná, e nenhum na C. Por essas e outras, gente séria vai fazer futebol em outros estados.

Mas a culpa não é só da cartolada da FPF, mas sim dos próprios dirigentes dos clubes. Eles não se dão o trabalho de ler um regulamento com cuidado antes de assiná-lo. Não creio que algum presidente seja analfabeto, mas mesmo que fosse, essa não é uma justificativa para não haver um questionamento sequer com relação aos regulamentos aprovados nos arbitrais, cada vez mais absurdos. Basta pedir para alguém lê-los com calma.

Até o final de semana, teremos novas surpresas, que renderão novas piadas e por aí vai. Esse é o nosso futebol, onde a volta olímpica é dada no Tribunal.

Clinica de Musculação Terapêutica e Terapia Manual

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Resultados Divisão de Acesso 2011

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Fonte: www.futebolparanaense.net